Ilha da Banana. População em situação de rua como habitantes do vazio.
Anyi Paola Muñoz Umaña [1] A cenografia da sociedade contemporânea desenvolve em relações espaço temporais movíveis, onde as subjetividades interagem agitadas pelas forças do mercado que caracterizam o sistema capitalista, fazendo das cidades um espetáculo, e como espetadores assistimos a cidade à margem do palco. Assim, impõe-se nos ritmos de vida que nos consumem ao ponto de afastarmos do território no qual vivemos e convivemos, que no final implica tirar de nós a possibilidade de criar e recriar os lugares como espaços habitados pela cotidianidade. O percurso realizado no dia 13 de abril pela cidade de Cuiabá no aconchego de 300 sombrinhas, foi um ato que me permitiu um reconhecimento autentico de fragmentos da cidade já transitados, me colocando detidamente a caminhar por lugares que até então, depois de um pouco mais de um ano habitando a cidade como “estrangeira”, só tinha atravessado por acaso como partes aleatórias do trajeto. ...